Internacionalização apresenta possibilidades de carreira para estudantes
Iniciativa do Colégio Marista Ipanema conquistou o Bronze no Prêmio Inovação SINEPE/RS 2025 ao transformar a multiculturalidade em eixo central da gestão escolar
Como um processo que integra dimensões globais aos projetos pedagógicos, a internacionalização ganhou força na Educação Básica. Hoje, ela se consolida como o eixo formativo de diversas instituições desde a Educação Infantil.
O Colégio Marista Ipanema, em Porto Alegre, é um exemplo. A instituição criou um projeto voltado para o tema em 2023, que evoluiu e, atualmente, não apenas integra a agenda anual da escola como foi reconhecido com o Bronze na categoria Gestão Institucional na última edição do Prêmio Inovação SINEPE/RS.
A Feira Internacional Maristas Pelo Mundo envolve toda a comunidade escolar e, de acordo com a diretora Cheila Daniane Marianof Milczarek, o reconhecimento do Sindicato ratifica a excelência dos processos internos. “Essa distinção chancela a gestão do colégio ao validar uma proposta construída de forma colaborativa, com planejamento, intencionalidade pedagógica e alinhamento ao projeto educativo institucional”, destaca a gestora.
Durante os dias de evento, o colégio se transforma em um centro de intercâmbio de conhecimentos. A programação inclui palestras sobre o mercado de trabalho internacional, workshops culturais e a presença de estandes de institutos de línguas e universidades estrangeiras, como a Full Sail University e a EducationUSA.
Para tornar a experiência mais lúdica e organizada, os participantes utilizam uma espécie de passaporte para anotações e registros de suas vivências. A feira passou a integrar o Ipanema Summit, momento da escola focado em temas de tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Cheila enfatiza que a feira é uma iniciativa que articula diferentes áreas da escola e traduz a internacionalização como algo importante para a formação dos estudantes. O resultado prático, segundo ela, é a consolidação do vínculo com as famílias. “O impacto direto do prêmio é o fortalecimento do sentimento de confiança e pertencimento. Famílias, estudantes e educadores passam a reconhecer que a escola investe em projetos relevantes e reconhecidos externamente”, aponta a diretora.
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Fruto de uma parceria estratégica com o Escritório de Cooperação Internacional da PUCRS, o projeto busca desmistificar a ideia de que experiências globais dependem apenas de viagens internacionais ou intercâmbios. Guilherme Meira, assessor de Internacionalização do colégio, explica que a estratégia de comunicação foi fundamental para alinhar essa visão. “Buscamos comunicar que a multiculturalidade não se restringe a experiências internacionais formais, mas está presente nas relações, nos currículos e nas vivências cotidianas dos estudantes”, explica.
Ele acrescenta que a parceria com a universidade elevou o patamar da proposta e trouxe mais credibilidade ao projeto. Isso pode ser observado em números. Em sua primeira edição, a feira contou com oito estandes focados no 9º ano e no Ensino Médio. No ano passado, tornou-se um evento mais robusto, envolvendo alunos e professores desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Esse salto, segundo Guilherme, foi impulsionado pelo trabalho e pela proatividade estudantil. Da construção da programação até a mediação das palestras, tudo teve a mão (e a mente) dos estudantes. “Eles não apenas participaram de palestras e competições, mas assumiram o papel de produtores de conteúdo e divulgadores nas redes sociais”, lembra o assessor.
Presentes em todas as etapas do processo que culminou na feira, nada melhor do que os alunos para defenderem o projeto perante a banca avaliadora do Prêmio Inovação SINEPE/RS. “Entendemos que a participação dos estudantes era fundamental para representar a essência da Feira. Essa escolha reforça nosso compromisso com o protagonismo juvenil e evidencia que a inovação em gestão também passa por dar voz aos sujeitos do processo educativo”, defende Cheila.
Poder colaborar com a defesa do projeto diante dos jurados do prêmio trouxe ainda mais desenvolvimento para os alunos, que vibraram com a conquista, anunciada em dezembro do ano passado. Maya Marques, estudante do último ano do Ensino Médio, acredita que a feira colaborou para expandir seus planos para o futuro e o contato com estrangeiros foi essencial para entender as possibilidades de carreira. “Ver que um projeto que fez parte da nossa trajetória escolar ser reconhecido no ambiente externo mostra justamente o quanto o projeto foi relevante e reforça a sua excelência”, avalia a estudante.
Cada vez mais interessado na inovação, o Colégio Marista Ipanema já traça metas ambiciosas para o próximo ano. A principal delas, de acordo com Cheila, é consolidar a feira como um espaço de diálogo intercultural permanente. “Para a edição de 2026, a premiação nos motiva a ampliar o alcance do projeto, aprofundar parcerias institucionais, diversificar as experiências formativas e consolidar a Feira como um espaço de inovação na Educação Básica”, projeta a diretora.
Entre os planos citados no projeto, estão a ampliação de programas para docentes e a vinda de lideranças jovens maristas de outros países, aprofundando o caráter de escola global.
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