Clube de Astronomia transforma estudantes em monitores de planetário
Vencedor do Prêmio Inovação SINEPE/RS 2025, Colégio Madre Imilda, em Caxias do Sul, tem um espaço próprio de observação
De um local privilegiado, os estudantes do Colégio Madre Imilda, em Caxias do Sul, na serra gaúcha, exploram o universo e descobrem o gosto pela astronomia. O Clube de Astronomia conta com um planetário exclusivo e contempla alunos do sexto ano do Ensino Fundamental até a terceira série do Ensino Médio. Na edição do Prêmio Inovação SINEPE/RS 2025, a iniciativa levou o Ouro na categoria Estudante Protagonista.
Desde 2024, o número de interessados saltou 150%: eram 16 e hoje já somam 40 que fizeram parte da experiência. O projeto inclui encontros semanais às terças-feiras, com duas horas de duração e turmas divididas por nível de escolaridade.
Com um investimento de R$ 134,2 mil para a estrutura física, o Clube de Astronomia é sediado em um domo de seis metros de diâmetro, com um projetor com lente especial da Fulldome, de alta performance, e sala com pé direito superior a seis metros, climatização e sistema de blecaute. Outros espaços para oficinas, além da biblioteca e a sala maker da escola, também são ocupados.
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O projeto utiliza metodologias ativas para criar uma trilha de protagonismo aos alunos, no final da qual eles se tornam monitores do observatório. As etapas incluem formação básica – estudo de tópicos como história da astronomia, evolução estelar, Big Bang e mecânica celeste – e atividades práticas – como a construção e lançamento de foguetes usando água pressurizada e ar comprimido, bem como a criação de modelos de sistemas planetários em escala. Já o passo final, a monitoria, ocorre após um ano, quando os alunos são treinados para operar o planetário e conduzir sessões para outros colegas, desenvolvendo liderança e comunicação.

A iniciativa já teve destaque no Brasil. Na edição de 2024 da Olimpíada Nacional de Astronomia Digital (ONAD), três estudantes conquistaram medalhas. Uma delas é Laura Pedroni, da terceira série do Ensino Médio. Ela conta que sempre teve muito interesse em áreas ligadas à Física, Astrofísica, Matemática e em exatas no geral. Laura também destaca a apresentação do projeto ao SINEPE/RS.
“Eu estava muito nervosa, mas eu e minha colega, que também iria apresentar com o professor, percebemos que estávamos lá para dar nosso relato sobre como era a vivência dentro do Clube, além de ressaltar a posição de liderança que o Colégio nos oferece, como nos momentos de sessões de planetário em que os próprios alunos montam e apresentam ou até mesmo em projetos maiores”, comenta a garota, referindo-se aos projetos de podcast e de narração de vídeos estrangeiros para planetários nacionais, AstroMadre e Astronarradores, em parceria com o Observatório Europeu do Sul.

O coordenador do projeto, professor Rudson Pedroso, afirma que o Colégio Madre Imilda foi o terceiro no Brasil a ter um planetário exclusivo. Para 2026, uma das novidades é o uniforme do Clube. Além disso, também, idealizado pelos estudantes, será lançado o projeto de Astronomia na Escola, com apresentações exclusivas para a comunidade escolar a cada trimestre, e divulgação científica nas redes sociais, segundo conta Pedroso.
“Os alunos que participam do clube construíram um laço importante pelo desejo de aprender e produzir conteúdo informativo para as pessoas que não sabem sobre Astronomia. É notável o engajamento dos alunos nas apresentações e atividades, eles se motivam em continuar estudando para poder criar mais”, destaca o professor.
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