Como conciliar o período de recesso e o planejamento para 2024
Especialistas na área de psicologia dão dicas para se planejar e organizar compromissos durante o período, para desfrutar do descanso sem culpa
Wagner De Lara Machado
Professor dos cursos de Graduação, Mestrado e Doutorado em Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS
Juliana Markus e Mariana Stinieski
Psicólogas, Mestres e Doutorandas pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS
À medida que nos aproximamos do recesso, surge uma ambivalência de sentimentos: o bem-estar pela perspectiva do descanso e lazer, mas também a angústia advinda do excesso de cobranças do que passou e do que virá. Como é possível aproveitarmos o recesso sem culpa? É possível? A resposta inicial pode ser o planejamento. Contudo, é crucial também levar em conta outros aspectos interligados, como o afeto que permeia nossos pensamentos e ações.
É comum cair na armadilha de acreditar que o sucesso advém da autocobrança. Enquanto trabalhamos, pensamos no descanso; durante as férias, a lista interminável de pendências nos assombra. O planejamento auxilia na compreensão das demandas, categorizando-as para orientar cada passo. Assim, nos tornamos mais livres para cumprir compromissos e enfrentar imprevistos. No entanto, é essencial evitar que listas de tarefas se tornem fontes de ansiedade e cansaço mental, consumindo nosso tempo e, principalmente, afetando a qualidade de vida.
Aqui estão algumas dicas para um planejamento mais eficaz:
1) Estabeleça metas claras (metas tangíveis, apresentando prioridades e prazos);
2) Use calendários e agendas;
3) Defina horários para os compromissos e não esqueça de contar o tempo de deslocamento, tempo para refeições, tempo de lazer, tempo com a família e amigos, exercício físico, entre outros;
4) Readapte sempre que necessário, revisando o planejamento e;
5) Aprenda a dizer não: perceba seus próprios limites e não tente dar conta de tudo.
Precisamos nos conscientizar sobre o excesso de atividades que nos envolvemos diariamente e compreender que não é saudável nos cobrarmos constantemente por produzir mais.
Outra dica (e talvez óbvia, mas difícil): permita-se descansar. Mais do que isso: permita-se ir em busca do descanso, pois ele não irá bater na sua porta! Precisamos ser capazes de descobrir o que nos relaxa: desde uma busca ativa pelo descanso através de leitura, do esporte, da música, da dança e de passeios; como aquele descanso passivo envolvendo contemplação, introspecção e esvaziamento da mente.
Assim, unindo planejamento e busca pelo bem-estar, organizamos nossos compromissos e nos permitimos desfrutar de atividades prazerosas, encontrando o caminho para um recesso mais leve e sem culpa.
Boas festas!
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