Escola Santa Mônica une tendências digitais e ações presenciais

Em Pelotas, instituição de ensino realiza estratégias que geram conexões reais com os alunos e visibilidade nas redes sociais

por: Mariane Hahn Corrêa
imagem: Reprodução Instagram Escola Santa Mônica

A comunicação conecta pessoas, constrói relacionamentos e fortalece vínculos. Nas três unidades da Escola Santa Mônica, em Pelotas, comunicar é também uma forma de educar e inovar há mais de 30 anos.

Finalista nas últimas nove edições do Prêmio Inovação SINEPE/RS, a instituição conquistou o Prata em 2023 com a campanha “A Arte de Ensinar”, que celebrou suas três décadas de história. Já em 2025, alcançou o Ouro com o projeto “Conexões Reais: Missão, visão e valores em ação”. 

Este novo reconhecimento deve-se à habilidade de transformar o ambiente virtual em uma oportunidade de diálogo, utilizando trends das redes sociais como ferramentas estratégicas de comunicação e engajamento. Assim, a conexão digital torna-se o caminho para construir laços reais no dia a dia escolar, priorizando o toque humano em vez do simples toque na tela.

Todo mundo “travando na pose”

Professores, funcionários, alunos e familiares se envolvem na criação de roteiros, gravações e compartilhamento dos vídeos sobre o dia a dia da escola. Como diz a letra de um popular funk, “todo mundo travando na pose, chamando no zoom e dando um close“, construindo pontes entre gerações, ampliando os horizontes da aprendizagem e reafirmando o sentimento de pertencimento. “Nosso objetivo não é competir com o digital, mas ocupar esse espaço com intencionalidade educativa, fortalecendo vínculos, afeto, pertencimento e visibilidade das experiências reais”, explica a coordenadora de comunicação Janine Hohmann. 

A diretora administrativa Mônica Ferreira complementa que quando estão sendo realizadas as gravações, estão sendo registrados momentos reais, laços, experiências, rotinas e a cultura da escola. “Isso também faz parte da nossa marca e do nosso jeito de comunicar”, pontua.

Diante de um universo repleto de estímulos, sejam por vídeos curtos e alta circulação de informações, era essencial traduzir os valores para a linguagem consumida pelas famílias. Para isso, a escola adaptou sua linguagem às novas dinâmicas digitais, relacionando cada vídeo produzido e publicado a um dos valores, o que facilitou a estratégia e posicionamento. “No fim, foi uma maneira de trazer a linguagem deles para dentro da escola e usar isso a favor da marca e da proposta pedagógica”, avalia Mônica. 

Impacto positivo

As cenas dos vídeos são captadas durante aulas, intervalos e eventos escolares. Os alunos sentem que a escola reconhece seu protagonismo, proporcionando identificação, compartilhamento e engajamento.

Segundo Mônica, pais e familiares também enviam vídeos, repostam e participam de enquetes, ampliando o alcance das ações. “Mesmo quem não cresceu nesse mundo digital entende que as trends que fazemos têm propósito, mostram valores, vínculos e momentos reais da escola. No fim, virou um ponto de encontro entre gerações”, refere.

Professores e funcionários são verdadeiros atores, gostam de participar, de se ver e especialmente de acompanhar os resultados. Muitos já sugerem ideias, participam com leveza e entendem que isso não é só um vídeo, mas uma forma de demonstrar pertencimento. “Temos a sorte de contar com uma equipe que abraça todos os projetos de comunicação da escola”, celebra Mônica.

Para se inspirar

Como diz outra expressão dos jovens de hoje, “quem vê close não vê corre“, engane-se quem assiste aos vídeos nas redes e pensa que não há estratégia por trás de tanta criatividade. Uma equipe da escola gerencia a criação de calendário semanal de trends e adaptação de roteiros dessas tendências para contextos escolares. Também são realizados a criação de bastidores nos stories para aumentar a identificação, a interação com outras instituições educacionais para ampliar o alcance, a segmentação de trends por faixa etária e o aproveitamento de datas comemorativas para alinhar trends e ações pedagógicas.

A metodologia envolve ainda mapeamento de tendências semanais nas redes sociais (TikTok e Instagram), análise de viabilidade e adequação institucional, planejamento das gravações, gravação e edição interna, publicação e monitoramento do desempenho, além de reunião mensal para análise de resultados e redefinição de formatos. 

Para Janine, o projeto vai além da comunicação, pois cria uma cultura institucional e reforça a identidade das unidades. “Também desenvolve competências do século XXI, como criatividade, autonomia, protagonismo e ética digital. Em um cenário de múltiplas telas, comunicar bem também é uma forma de educar”, complementa.

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