Escola recebe “passaporte inédito” para internacionalizar o Ensino Médio

Colégio Pastor Dohms abre portas de universidades globais aos seus alunos, sem necessidade de cursos preparatórios 

imagem: Divulgação Pastor Dhoms

Um novo horizonte de internacionalização para a educação privada gaúcha se abriu. Em maio deste ano, o Colégio Pastor Dohms, de Porto Alegre, tornou-se a primeira instituição do Estado autorizada a oferecer o Diploma Programme (DP) do International Baccalaureate (IB)

Criada em 1968 na Suíça e reconhecida globalmente pelo seu extremo rigor acadêmico, essa certificação funciona como um verdadeiro passaporte educacional. Na prática, o programa abre caminhos inspiradores ao permitir que os estudantes concluam a Educação Básica com um diploma aceito de forma direta por universidades de diversos países, dispensando a necessidade de processos preparatórios tradicionais no exterior, como o Studienkolleg na Alemanha, que costuma durar de seis a 12 meses.

Essa conquista inovadora reafirma a vocação vanguardista da escola, que já havia feito história em 1992 ao introduzir o currículo bilíngue em Língua Portuguesa e Língua Alemã. Agora, ao conectar o Rio Grande do Sul aos mais altos padrões globais de ensino, a instituição amplia as fronteiras de oportunidade de seus alunos. Ao final do Ensino Médio, eles ganham a autonomia de escolher entre consolidar sua carreira acadêmica no Brasil ou ingressar diretamente nas principais instituições de Ensino Superior do mundo.

Para alcançar esse selo internacional, a jornada do Colégio Pastor Dohms foi longa e exigente, passando por uma imersão profunda que durou um ano e oito meses entre as fases de candidatura e aprovação final. Para a coordenação pedagógica, o principal ativo da certificação não reside apenas no documento entregue ao aluno, mas na transformação metodológica que ela impõe a toda a comunidade escolar. O treinamento dos professores foi notoriamente criterioso, elevando o nível de exigência dos educadores, o que qualificou o ensino de forma sistêmica. 

“A maior vantagem para a instituição é a metodologia adotada pelo IB, que exige uma formação rigorosa dos professores e reverbera positivamente em todas as etapas de ensino, incluindo o currículo regular e o bilíngue”, destaca Rosângela Markmann Messa, coordenadora pedagógica geral do Pastor Dohms.

Além da capacitação do corpo docente, os padrões globais do International Baccalaureate exigiram adequações na infraestrutura da escola. Um dos exemplos é o laboratório de química da instituição, que passou por uma atualização de estrutura para atender a novos protocolos de segurança e recebeu insumos específicos exigidos pela banca avaliadora suíça.

O cruzamento entre BNCC e IB

Uma das principais dúvidas de gestores e famílias diante de currículos internacionais é a conciliação com as exigências nacionais. No Pastor Dohms, a implementação prática foi desenhada para garantir o cumprimento integral da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), conectando-a de forma orgânica aos componentes do IB.

Rosângela esclarece que a proposta pedagógica foge da simples repetição de conteúdos. A estratégia reside em realizar um cruzamento inteligente entre as habilidades exigidas pelas duas frentes. Com essa abordagem flexível, o estudante desenvolve as competências necessárias tanto para os exames e vestibulares de universidades brasileiras quanto para as avaliações de instituições fora do país. 

Essa metodologia baseada na investigação e na autonomia dos estudantes dialoga diretamente com a identidade do Pastor Dohms. Valores como o incentivo à pesquisa científica e o engajamento em projetos de voluntariado foram potencializados e sistematizados dentro da nova estrutura do IB.

Laboratórios do Colégio Pastor Dohms passaram por reformulação para se adequarem aos rígidos padrões exigidos pelo International Baccalaureate | Crédito: Divulgação Pastor Dohms

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Autonomia e rotina de estudos

Na ponta do processo, os alunos do Ensino Médio do Pastor Dohms já começam a sentir os reflexos práticos da mudança e demonstram entusiasmo com as portas que se abrem. Isadora Flesch, estudante do primeiro ano do Ensino Médio, aponta que o programa trouxe oportunidades que antes os jovens precisavam buscar de forma independente. “Sempre tive o desejo de estudar fora do país, mas agora tenho mais possibilidades ao ter um diploma que facilita o processo de entrada nessas universidades”, relata.

A imersão em um currículo de excelência global tem exigido de Isadora uma transformação nos hábitos de estudo e no desenvolvimento da autonomia intelectual. A nova rotina faz com que ela tenha que gerenciar melhor o seu tempo, equilibrando as responsabilidades escolares com a vida pessoal. “Estou cuidando da minha rotina, incluindo horários de sono, atividades extracurriculares e o tempo dedicado ao estudo autônomo, o que considero essencial para o meu crescimento pessoal”, revela a estudante.

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