Conheça as tendências e transformações da educação para 2026
Confira as mudanças que irão impactar a educação básica no próximo ano
Conheça as tendências e transformações da educação para 2026
Presidente e assessoria pedagógica do SINEPE/RS comentam mudanças que irão impactar a educação básica
O cenário educacional brasileiro para 2026 será marcado pela reestruturação e a inovação tecnológica. Com a consolidação de novas diretrizes para o Ensino Médio e a implementação da BNCC Computação, as instituições de ensino privado do Rio Grande do Sul preparam-se para um ano de transição profunda, onde a articulação pedagógica e a formação docente serão de extrema importância.
Uma das mudanças mais significativas que o ano novo reserva é a consolidação da carga horária estabelecida pela Lei 14.945/2024. A partir de 2026, a Educação Básica deve observar a obrigatoriedade da implantação do Ensino Médio com uma estrutura bem definida, com um mínimo de 2,4 mil horas para a Formação Geral Básica (FGB) e 600 horas destinadas aos Itinerários Formativos.
Segundo a assessora pedagógica e de legislação do SINEPE/RS, Naime Pigatto, a mudança vai além da distribuição de horas. "O grande desafio será o trabalho com os projetos interdisciplinares, que demandam muita articulação dos professores com os estudantes", pontua. Essa nova organização exige que as escolas não apenas cumpram a carga horária, mas promovam uma integração real entre as áreas do conhecimento, tornando o aprendizado mais fluido e conectado à realidade dos estudantes.
O presidente do SINEPE/RS, Oswaldo Dalpiaz, aponta que essa nova proposta de Ensino Médio demanda um esforço enorme para os gestores organizarem os espaços, os métodos e os horários ofertados aos estudantes. Tais mudanças geram novos custos para a instituição, o que impacta no valor das mensalidades. “Se a escola quiser estar dentro do novo projeto de Ensino Médio, tem que se preparar muito bem e isso inclui salas de aulas, laboratórios e, principalmente, os professores”, indica.
Além disso, a implementação das normas sobre Computação na Educação Básica, como complemento à BNCC, é outro foco para 2026. A proposta não é focada apenas no ensino do uso de ferramentas digitais, mas no desenvolvimento do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital, isso desde os anos iniciais.
Para que essa integração aconteça com sucesso, Naime ressalta a importância da preparação dos educadores e o equilíbrio dos conteúdos. "É necessária a formação continuada constante dos professores, principalmente sobre a BNCC Computação", afirma.
Para Dalpiaz, inserir as questões ligadas ao digital dentro das escolas envolve paciência, resiliência e tempo, especialmente para que os educadores dominem o assunto e, assim, consigam elaborar suas propostas pedagógicas. “Isso envolve investimentos e uma nova organização das escolas. O mundo da informática e da inteligência artificial entrou nas escolas. A questão agora é administrar da melhor maneira possível”, avalia o presidente.
Educação especial e inclusão
De acordo com, as legislações e normas relacionadas à educação especial na perspectiva da educação inclusiva, o assunto continua no topo das prioridades. O desafio de adaptar currículos e espaços para atender a diversidade de estudantes público do Atendimento Educacional Especializado exige investimento e estudo contínuo.
Para Naime, os desafios da inclusão dos estudantes da Educação Especial também vão continuar a demandar muitos estudos dos professores e da equipe da gestão escolar. Já Dalpiaz destaca, neste ponto, o trabalho do ensino privado gaúcho que, apesar das limitações, tem realizado a inclusão com bons resultados. “Administrar todo o trabalho que envolve a inclusão é um desafio para os gestores, mas as escolas privadas do Estado estão trabalhando bem essa questão”, destaca o presidente.
Por fim, a eficácia dessas transformações que irão percorrer a Educação Básica em 2026 dependerá da comunicação com os responsáveis. A escola privada busca para o próximo ano estreitar ainda mais o laço com a comunidade para que as aprendizagens relacionadas aos conteúdos conceituais oriundos da BNCC sejam realmente efetivadas, com o necessário engajamento da família.
Com estas pautas, o SINEPE/RS reafirma seu papel de orientador, auxiliando as escolas a navegarem por um mar de mudanças normativas sem perder de vista a qualidade acadêmica e o desenvolvimento integral do aluno.