SINEPE/RS participa do GEduc 2026 e destaca tendências para a educação
Comitiva liderada pelo presidente Oswaldo Dalpiaz acompanhou as principais tendências em inovação e liderança no maior congresso do setor no Brasil
Entre os dias 25 e 27 de março, a cidade de São Paulo reuniu especialistas, gestores e mantenedores para uma série de discussões sobre os rumos do ensino brasileiro ao sediar a 24ª edição do GEduc. Com a temática “Arquitetar futuros: Educar, Liderar e Transformar”, o congresso buscou respostas para que instituições encontrem o equilíbrio entre a aceleração tecnológica e o bem-estar humano em suas rotinas pedagógicas.
Representado por uma comitiva liderada pelo presidente Oswaldo Dalpiaz e pelo vice-presidente Nestor Raschen, o SINEPE/RS marcou presença no evento. O grupo, composto também pelos diretores Carlos Roberto Milioli, André Sträher e Bruno Eizerik, acompanhou de perto temas relevantes para a educação do Rio Grande do Sul.
Para o presidente Oswaldo Dalpiaz, o evento foi essencial para compreender a importância da mudança de cultura dentro das instituições. “Se você quer ter uma escola com metodologias novas, tem que mudar o modo de pensar dos professores. Se você quiser superar as questões socioemocionais, tem que começar a pensar diferente, buscando as causas dessas crises para apresentar alternativas e sugestões de superação. Para isso, você precisa mudar seu jeito de ver, seu jeito de ser e seu jeito de fazer”, aponta.
Bruno Eizerik destacou o conceito de hybrid skills — a fusão das habilidades socioemocionais humanas com a competência técnica das máquinas. “É fundamental criarmos o pensamento crítico nos alunos, pois ele vai ser o diferencial. A inteligência artificial é como o fogo: pode ser usada para construir no calor do fogão ou destruir na força de um incêndio. Podemos ter medo do fogo ou aprender a usá-lo”, exemplifica.
O congresso também abriu espaço significativo para o Fórum da Educação Profissional, segmento que tem vivido um momento de extrema relevância dentro do cenário educacional brasileiro. Enquanto o Ensino Superior teve queda no número de alunos, escolas voltadas para a educação profissional comemoram o aumento de matrículas, apresentando um cenário aquecido para quem quer investir no setor e também para as escolas ficarem atentas a esse interesse para a construção de suas propostas pedagógicas.
“Foi um dos blocos mais relevantes da programação do GEDUC 2026. Presidido por Rosangela Dantas Frateschi, diretora da IDOR Escola Técnica, o fórum focou na interseção entre formação técnica, empregabilidade e negócios educacionais”, lembra Carlos Milioli.
O vice-presidente Nestor Raschen ressaltou a relevância dos debates sobre a qualidade do fazer pedagógico no cotidiano das escolas. Entre os destaques, ele aponta uma palestra que tratou da importância do bom relacionamento com ex-alunos. “É uma grande possibilidade para as instituições manterem egressos próximos e ainda participativos dentro das suas propostas. Esse vínculo permite que esses alunos se tornem fãs e colaborem para a divulgação das escolas mesmo depois de muitos anos do encerramento da vida escolar”, avalia.
Gestão estratégica, saúde mental e marketing
A palestra magna, proferida pelo Dr. Sandro Magaldi, um dos maiores especialistas em gestão estratégica e inovação do país, trouxe reflexões profundas sobre a importância de "arquitetar futuros". “Ele destacou que sobreviver e prosperar no amanhã exige mais do que adaptação. É preciso uma estratégia intencional que considere as rápidas mudanças do cenário global. Foi um início inspirador que preparou o terreno para o tema central deste ano: o encontro decisivo entre as lideranças de hoje e as possibilidades do futuro”, avalia André Sträher.
A saúde mental de docentes, alunos e colaboradores foi outra temática que movimentou as rodas de conversa promovidas no evento. A apresentação de dados alarmantes sobre o aumento do número de casos de depressão, ansiedade e burnout entre profissionais da educação e também pessoas mais jovens guiou propostas que orientam as escolas a desenvolverem trabalhos dentro da sua cultura institucional para prevenir e apoiar esses casos.
O marketing educacional também se fez presente no GEduc, trazendo novas perspectivas de relacionamento com a comunidade escolar e a divulgação das instituições. “É uma área que está cada vez mais voltada para a experiência do cliente, desde o primeiro contato dos pais com a escola até o retorno recebido pelos alunos e famílias para suas angústias”, conclui Sträher.